01Requisitos — Escrever o pedido antes do primeiro slide
Entra: Pauta formal, ata da reunião anterior, estatuto com as alçadas, lista de quem vota, prazo de envio prévio e as regras de sigilo do colegiado.
A BR2 faz: A BR2 escreve, em uma frase, o que o conselho vai fazer com aquele material: aprovar, autorizar, tomar ciência ou escolher. Depois confirma a alçada, o quórum e quem lê antes da sala.
Sai: A frase do pedido, assinada pela área que leva o tema. A lista de leitores prévios, com prazo. O limite de alçada, escrito.
Controle: Material que não diz o que pede vira debate aberto. A frase do pedido nasce antes de qualquer slide e não muda depois.
02Concepção — Achar a escolha escondida no relatório
Entra: Números da área, diagnóstico, propostas anteriores, restrições legais e de caixa, e o que já foi negado antes.
A BR2 faz: A BR2 separa o que é contexto do que é escolha. Depois monta as opções reais, com o mesmo critério e o mesmo horizonte — e inclui a opção de não fazer nada, que quase sempre some do material.
Sai: De duas a quatro alternativas comparáveis, na mesma régua, com custo, prazo, risco e o que cada uma fecha de porta.
Controle: Opção de fachada denuncia quem escreveu. Se uma alternativa existe só para perder, a sala percebe e passa a duvidar do resto.
03Planejamento — Combinar o caminho antes de desenhar
Entra: Calendário do colegiado, quem precisa ser ouvido antes, tempo real de sala e o que já circulou por e-mail.
A BR2 faz: A BR2 define a ordem de leitura, quem fala cada bloco, quantos minutos cada um tem e o que desce para anexo em vez de disputar o olho na sala.
Sai: Roteiro com dono e minuto por bloco. Lista do que vai para anexo. Data do envio prévio, com folga para leitura.
Controle: Bloco sem dono some na hora. Cada trecho ganha nome e minuto antes de existir como peça.
04Criação — Um slide, uma pergunta
Entra: As alternativas fechadas, o roteiro com tempo e o sistema visual da casa.
A BR2 faz: A BR2 escreve cada título como resposta, não como assunto. O gráfico entra para confirmar a frase do título, e não para o leitor descobrir sozinho o que ele quer dizer.
Sai: Um bloco enxuto, entre doze e dezoito páginas, mais o anexo. Uma folha única para quem lê no caminho.
Controle: Título que nomeia assunto obriga a decifrar o gráfico. Título que carrega a resposta libera o olho para conferir.
05Execução — Ensaiar contra a pergunta difícil
Entra: O bloco pronto, o roteiro e quem vai falar de fato na sala.
A BR2 faz: A BR2 conduz um ensaio com pergunta hostil, feita por quem conhece o colegiado. O que não sobrevive à pergunta sai. O anexo passa a ser indexado por pergunta, não por tema.
Sai: Peça final, anexo que abre na página certa em segundos, e a folha única revisada depois do ensaio.
Controle: Anexo que ninguém acha na hora não existe. Cada pergunta prevista aponta para uma página, pelo número.
06Monitoração — Medir a decisão, não o elogio
Entra: Ata da reunião, tempo gasto em cada bloco e as perguntas que apareceram na sala.
A BR2 faz: A BR2 compara o que a ata registra com a frase escrita na primeira fase. Depois anota que pergunta surgiu sem estar prevista — é ali que o próximo ciclo melhora.
Sai: Registro curto de lacunas, com dono e prazo, que entra como insumo do material seguinte.
Controle: Elogio ao material não é sinal de nada. O sinal é a ata dizer o que a primeira fase pediu.