01Requisitos — Desenhar a fronteira do texto aprovado
Entra: Bula e rotulagem vigentes, o texto já aprovado pelo regulatório, as regras da Anvisa e do conselho de classe, a política de farmacovigilância e quem assina cada peça.
A BR2 faz: A BR2 separa o texto que não pode ser tocado do material de apoio que pode ser reescrito. Depois confirma como o canal de evento adverso precisa aparecer e quem responde por ele.
Sai: Duas listas: o intocável e o reescrevível, cada uma com o nome de quem assina. O canal de evento adverso, com a redação exigida.
Controle: Mexer em texto aprovado custa meses e às vezes inviabiliza a peça. A fronteira nasce antes da primeira palavra, não na revisão.
02Concepção — Escrever para o segundo dia
Entra: A jornada real do paciente, o instante em que a peça chega às mãos, quem está junto naquele momento e o que a pessoa consegue processar ali.
A BR2 faz: A BR2 separa o que a pessoa precisa no consultório do que ela vai procurar em casa. Depois escreve duas camadas — a de agora, curta, e a de depois, que responde a busca.
Sai: Mapa dos momentos com a camada de cada um, e a pergunta que o acompanhante faz primeiro, que quase nunca é a mesma do paciente.
Controle: Peça que tenta dizer tudo no dia do diagnóstico não é lida. Quem escreve para o segundo dia acerta os dois dias.
03Planejamento — Combinar a revisão antes de escrever
Entra: O fluxo de quem revisa — médico, regulatório, jurídico, marketing —, os prazos de cada um e quantas rodadas as peças anteriores levaram.
A BR2 faz: A BR2 define o escopo de cada revisor: o que aquela pessoa pode mudar e o que não é dela. Depois junta os revisores numa rodada só, em vez de uma fila de quatro.
Sai: Fluxo com dono, escopo e prazo por revisor. Calendário com as rodadas fechadas e a data em que o texto congela.
Controle: Revisor sem escopo revisa tudo, inclusive o que não lhe cabe. A rodada única vira quatro e o prazo dobra sem ninguém decidir isso.
04Criação — A palavra comum vem primeiro
Entra: As duas camadas, o fluxo de revisão fechado e o sistema visual da casa.
A BR2 faz: A BR2 escreve cada bloco como resposta à pergunta que o paciente faz, com as palavras dele. O termo técnico entra logo depois do termo comum, entre parênteses, porque a pessoa vai precisar dele no retorno.
Sai: Peça em duas camadas, glossário embutido no texto e a versão para quem acompanha, que tem outras dúvidas.
Controle: Trocar o termo técnico pelo comum não é simplificar demais. O erro é a ordem: primeiro o comum, depois o técnico entre parênteses.
05Execução — Testar com quem não trabalha em saúde
Entra: A peça revisada, um roteiro curto de teste e leitores de fora da área, incluindo alguém com pouca leitura formal.
A BR2 faz: A BR2 pede que cada leitor ache uma resposta específica e diga, com as próprias palavras, o que entendeu. O trecho que três pessoas leem errado volta para a escrita.
Sai: Peça corrigida pelo teste, registro do que foi lido errado e a versão final que volta ao revisor com o motivo da mudança.
Controle: Aprovação do especialista não é teste de leitura. Quem já sabe a resposta não consegue não achar o caminho.
06Monitoração — Ouvir quem atende
Entra: As perguntas que chegam ao canal do paciente, as dúvidas repetidas no consultório e o retorno da enfermagem, que ouve o que o médico não ouve.
A BR2 faz: A BR2 compara a dúvida que chega com o que a peça já responde. Quando a dúvida insiste sobre algo que está escrito, o problema não é falta de texto — é o lugar dele.
Sai: Lista do que reescrever e onde, com o trecho lido errado documentado para a próxima peça da família.
Controle: Dúvida repetida quase nunca pede mais texto. Pede o mesmo texto em outro ponto da jornada, ou em outra camada.