01Requisitos — Congelar a fonte antes de tocar nela
Entra: Documento vigente, arquivo editável autorizado, anexos, glossário, histórico de versões, perfis de quem usa e as regras de sigilo e acesso.
A BR2 faz: A BR2 confirma versão, escopo, anexos e quem tem autoridade sobre o texto. Depois congela. Toda mudança durante o projeto abre um diff formal e uma análise de alcance.
Sai: Fonte identificada por versão, data, status e hash. Anexos fechados. Papéis claros entre jurídico, operação, governança e tecnologia.
Controle: Ninguém compara duas versões longas no olho. Sem hash e sem diff, o projeto reescreve em cima de um texto que já mudou.
02Concepção — O problema não é o tamanho. É a distância.
Entra: O pedido costuma chegar como “deixar o documento mais visual” ou “resumir para a operação”.
A BR2 faz: A BR2 entrevista por tarefa, não por opinião. Quem usa descreve a última vez que precisou do documento: que pergunta tinha, onde começou, que palavra tentou, como conferiu. Isso revela o atalho que a pessoa inventou e o risco que ele carrega.
Sai: Doze pontos de atrito mapeados e um problema reformulado: como públicos diferentes acham e usam a mesma regra sem que ela mude de sentido.
Controle: Resumo sem fonte vira uma segunda lei. Todo resumo diz o que deixou de fora e leva de volta à cláusula.
03Planejamento — Quem decide o que, e em que ordem
Entra: Os atritos mapeados, os perfis de uso e as regras de sigilo.
A BR2 faz: A BR2 define dono por camada, ordem de revisão e checkpoint. O jurídico valida toda relação de sentido. Design e tecnologia respondem por acesso e forma. Nada de substantivo entra sem quem responde por ele.
Sai: Plano com quatro frentes, marcos de revisão e critério de pronto para cada uma.
Controle: Design que decide o que a cláusula significa é o erro clássico da área. O plano tira essa decisão da mesa errada antes de ela aparecer.
04Criação — Duas velocidades no mesmo documento
Entra: Inventário estrutural com identificador estável para capítulo, cláusula, definição, tabela e anexo.
A BR2 faz: A BR2 tipifica cada remissão: definição, condição, exceção, procedimento, consequência, anexo. Depois decompõe obrigação em campos revisáveis — quem, deve o quê, quando, sob qual gatilho, com qual prova, com qual exceção e qual consequência. Marco de tempo ganha classe: data fixa, prazo relativo, recorrência ou condição.
Sai: Camada de entrada com mapa, índice por pergunta, matriz de obrigações, linha do tempo e árvore de exceções. Camada autoritativa com texto integral, cláusulas numeradas como na origem e histórico.
Controle: Transformar “pode” em tarefa é defeito grave. O modelo separa obrigação, faculdade, proibição, direito e recomendação — e o jurídico assina essa separação.
05Execução — Seis revisões, cada uma com um olho diferente
Entra: Camadas aprovadas em baixa fidelidade e o texto congelado.
A BR2 faz: A BR2 produz e revisa em seis passagens: jurídica, editorial, visual, técnica, de leitura assistida e de segurança. Protótipo roda com dado mínimo ou sintético. Tarja preta sobre texto não conta como remoção — a BR2 confere a supressão no arquivo, não na tela.
Sai: PDF com estrutura, marcadores, ordem de leitura e links. Arquivo-fonte governado, manifesto de release, checksum e aprovação registrada.
Controle: Um PDF bonito sem marcador e sem ordem de leitura não se navega, nem com leitor de tela. A revisão técnica vem antes do acabamento, não depois.
06Monitoração — Medir se acha, não se agrada
Entra: Documento publicado, base de perguntas reais e amostra por perfil.
A BR2 faz: A BR2 observa gente cumprindo tarefa: achar uma obrigação, um prazo, uma exceção, uma consequência. Ninguém recebe dica. Mede-se tempo até a resposta certa e quantas vezes a pessoa erra a fonte.
Sai: Linha de base, resultado por perfil e a lista do que ainda esconde o que a pessoa procura. Plano de atualização com dono e vigência.
Controle: Gosto não substitui desempenho. Um documento que agrada e não devolve a cláusula em menos de um minuto continua reprovado.