01Requisitos — Saber o que já vazou
Entra: A decisão com data, o escopo real do que muda, quem já sabe, o que já corre por corredor, as travas legais e sindicais e o calendário de fato.
A BR2 faz: A BR2 separa o que está decidido do que ainda está em estudo, e marca o que não pode ser dito por lei ou contrato. Depois confere o que já vazou, porque o silêncio sobre um boato existente lê como confirmação.
Sai: Três linhas escritas: o decidido, o em estudo com data de resposta, e o que não pode ser dito e por quê.
Controle: Anunciar o que ainda muda queima o canal para sempre. O que está em estudo entra como estudo, com data marcada.
02Concepção — Nomear a perda, não só o ganho
Entra: Perfis afetados, o que cada grupo perde de fato — rotina, autonomia, time, sala, trilha de carreira — e o histórico de mudanças anteriores na casa.
A BR2 faz: A BR2 escreve, para cada grupo, a frase da perda antes da frase do ganho. Depois antecipa a primeira pergunta que aquele grupo vai fazer, e a segunda, que costuma ser a difícil.
Sai: Mapa por grupo com a perda nomeada, o ganho real e as duas perguntas que vêm primeiro.
Controle: Material que só fala de ganho soa a peça de venda. Quem perde algo e não vê isso escrito para de ler na terceira linha.
03Planejamento — Armar o gestor antes da plateia
Entra: Estrutura de liderança, quantas pessoas cada gestor alcança, agenda real e os canais que aquela casa de fato lê.
A BR2 faz: A BR2 monta a cascata em camadas: liderança primeiro, gestores de área dois dias antes, todo mundo depois. Cada gestor recebe as perguntas difíceis já com resposta, e o que ele não deve responder sozinho.
Sai: Calendário de cascata com dono por camada, kit do gestor e o canal de dúvida com prazo de resposta escrito.
Controle: Gestor que descobre junto com a equipe perde a autoridade na hora, e não recupera. A vantagem dele é regra, não cortesia.
04Criação — Uma mensagem, muitas alturas
Entra: O mapa por grupo, a cascata aprovada e o sistema visual da casa.
A BR2 faz: A BR2 escreve uma mensagem-mãe e as variantes por grupo. O fato não muda entre elas — muda a ordem, o exemplo e o que aquele grupo precisa saber primeiro.
Sai: Mensagem-mãe, variantes por grupo, kit do gestor com perguntas e respostas, e a peça de cada canal.
Controle: Variante que muda o fato cria duas verdades na mesma casa. Só a ordem e o exemplo mudam; o fato é idêntico em todas.
05Execução — As primeiras setenta e duas horas
Entra: Cascata aprovada, porta-vozes treinados e o canal de dúvida aberto com prazo público.
A BR2 faz: A BR2 acompanha os três primeiros dias, recolhe o que chega e devolve resposta em vinte e quatro horas. Pergunta que aparece três vezes vira material novo, não resposta individual.
Sai: Registro de perguntas por grupo, respostas publicadas e o kit do gestor já corrigido pelo que a casa perguntou.
Controle: Pergunta sem resposta em um dia vira boato com resposta em dois. O prazo é do canal, não da agenda de quem responde.
06Monitoração — Medir se entendeu, não se abriu
Entra: Perguntas recebidas, leitura por canal, pulso curto por grupo e o que a liderança escuta fora da reunião.
A BR2 faz: A BR2 compara a pergunta que o mapa previu com a que de fato chegou. Onde o mapa errou, o próximo ciclo muda — e o erro fica registrado com nome, não como impressão.
Sai: Leitura por grupo do que ficou claro e do que não ficou, com a lista do que refazer e quem refaz.
Controle: Taxa de abertura mede envio, não entendimento. O sinal bom é a mesma pergunta parar de voltar.