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Natal · Conceito de campanha

Depois de Dezembro

Em dezembro, toda instituição social recebe mais do que consegue armazenar. Em março, falta quase tudo. A generosidade brasileira tem um problema de calendário.

Peça autoral da BR2 — não veiculada por cliente

O insight

O problema da doação de Natal é o mês seguinte.

Toda ONG conhece o ciclo: dezembro chega com brinquedo, cesta, roupa, voluntário e fotógrafo. Depois vem janeiro — e o telefone para de tocar. Fevereiro é pior. Março é quando falta de verdade.

Não é ingratidão apontar isso. É logística: instituição social tem custo mensal — aluguel, comida, professor, luz. Doação concentrada num mês obriga a estocar o que estraga e a improvisar o que não estoca.

E há um segundo problema, mais incômodo: boa parte da doação de dezembro é decidida pelo doador, não pela instituição. Chega o que sobrou do estoque, o brinquedo que ninguém pediu, a roupa fora de estação. Ajuda que dá trabalho para receber ainda é ajuda?

Doar em dezembro é generoso.
Doar em março é útil.

A mecânica

A mesma verba, distribuída de outro jeito.

DEZEMBRO · 40%

A ação de Natal continua existindo — confraternização, presença, voluntariado em grupo. O que dezembro tem de melhor é gente disponível, não estoque.

O ANO · 50%

Dividido em doze parcelas mensais. É o que paga aluguel, professor e comida em março. Chato de fotografar, decisivo para funcionar.

RESERVA · 10%

Fundo para emergência da instituição: um telhado, uma geladeira que queimou, a conta que veio dobrada. Liberado por pedido, sem burocracia.

As peças

Três peças, uma ideia só.

Peça 1 de 3 da campanha Depois de Dezembro, criada pela BR2 para NatalPeça 2 de 3 da campanha Depois de Dezembro, criada pela BR2 para NatalPeça 3 de 3 da campanha Depois de Dezembro, criada pela BR2 para Natal

A regra que impede a campanha de virar cenário

Quem decide o que é doado é a instituição, não a empresa. E foto só com autorização explícita — de adulto por escrito, de criança pelo responsável, e nunca em situação que exponha vulnerabilidade. Se a ação não puder acontecer sem fotógrafo, ela não era sobre quem recebe.

Como saber se funcionou

Quatro números que sobrevivem a janeiro.

12meses de repasse efetivamente realizados — não prometidos
Escolha% da doação cuja destinação foi definida pela instituição
Horashoras de voluntariado liberadas do expediente, não do sábado de ninguém
Continuidadea parceria se manteve no ano seguinte? é o único indicador que importa de verdade

Canais de apoio, em toda peça: ONU Brasil · UNICEF Brasil · Conselhos municipais de assistência social para localizar instituições cadastradas na sua região.

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O conceito é adaptável: marca, dados e mecânica mudam, a estrutura fica. A conversa começa pelo que a sua empresa consegue mudar de verdade.

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