A maioria dos decks de conselho é organizada pela ordem em que a empresa viveu os fatos: contexto, histórico, dados, mais dados, e no fim — se sobrar tempo — a recomendação. O conselho decide no fim, cansado, correndo. Inverta.
Comece pela decisão, não pelo contexto
A primeira coisa que o colegiado precisa ver é a pergunta que ele tem que responder e a recomendação. O resto do deck existe para sustentar isso. Quem lê sabe desde o primeiro slide o que está em jogo e lê os dados já procurando o que confirma ou derruba a recomendação — que é o trabalho de um conselho.
O título de cada slide responde a uma pergunta
Título que é rótulo ("Resultados do trimestre") obriga a garimpar a conclusão no gráfico. Título que é frase ("A margem caiu porque o custo de insumo subiu dois pontos") entrega a conclusão e usa o gráfico como prova. Um deck em que você lê só os títulos, em sequência, e entende o argumento inteiro — esse deck sobrevive à pergunta difícil da décima página.
Corte o que não sustenta o argumento
Todo dado que não muda a decisão é ruído, mesmo que tenha dado trabalho. O slide bonito que não serve ao argumento atrasa a leitura e dilui o que importa. O que fica tem que caber na defesa que você vai fazer na sala.
Prepare a décima página antes de escrevê-la
Liste as perguntas difíceis que o conselho pode fazer e garanta que cada uma tem resposta no material — num anexo, se preciso. O deck que decide não é o que evita a pergunta difícil; é o que já tem a resposta pronta quando ela vem.
Perguntas frequentes
Como estruturar um deck para o conselho? Comece pela pergunta e pela recomendação; ordene pela decisão; faça cada título responder a uma pergunta; corte o que não sustenta o argumento.
Qual o erro mais comum em apresentação executiva? Contar na ordem em que os fatos aconteceram em vez de na ordem que leva à decisão.
Conhecer BR2\BOARD — apresentações que organizam o argumento antes de qualquer slide.
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