Escolher uma agência de comunicação corporativa pelo portfólio é escolher pela parte que a agência controla. O portfólio mostra o que ela decidiu mostrar. Não mostra se ela entende o que a sua empresa precisa resolver, se cumpre a data combinada nem o que acontece com os arquivos e as informações que você entrega.
Este guia organiza a escolha em critérios que você confere antes de assinar, sem depender só da palavra da agência. Vale para comunicação interna, apresentações executivas, comunicação em áreas reguladas e material urgente. Para cada uma dessas frentes há um guia mais específico, listado no fim.
Primeiro: que tipo de agência você procura
"Agência de comunicação" é um nome largo, que cobre trabalhos diferentes. Muita contratação frustrada começa aqui: a empresa contrata uma especialidade para resolver o problema de outra.
| O que você precisa | Quem costuma fazer | A pergunta que separa |
|---|---|---|
| Que a equipe entenda e aplique uma mudança, uma regra, um programa | Agência de comunicação interna | Como a mensagem chega a quem não tem e-mail? |
| Que a diretoria, o conselho ou um investidor decida | Agência de apresentações e comunicação executiva | Em que momento eu aprovo o argumento, antes do design? |
| Falar com jornalistas e aparecer na imprensa | Assessoria de imprensa | Quem fala com os jornalistas, e com quais veículos? |
| Vender um produto com campanha e mídia | Agência de publicidade | Quem planeja, compra e mede a mídia? |
| Redes sociais, anúncios e busca | Agência de marketing digital | O que vocês medem, e o que não conseguem medir? |
| Comunicar dentro das regras da OAB ou do CFM | Agência de nicho regulado | O que vocês não fazem por mim, por causa da norma? |
| Material que precisa sair em horas, à noite ou no fim de semana | Agência com operação de urgência | Quem atende fora do horário, e o que muda no prazo? |
Muitas agências fazem mais de uma dessas coisas. A pergunta da terceira coluna mostra se aquela especialidade é rotina na casa ou improviso.
Escreva o pedido antes de procurar
A comparação só funciona se todas as agências receberem o mesmo pedido. Três respostas bastam para começar: o que é, para quem e para quando. Com elas, cada proposta responde à mesma pergunta. Sem elas, você compara três leituras diferentes do seu problema, e a proposta mais barata costuma ser a da leitura mais curta.
Dez critérios que dá para conferir
Cada critério vem com a forma de conferir. Critério que não dá para conferir é só promessa.
1. Como ela começa o seu caso. A agência que entende pergunta antes de propor: quem decide, quem vai ler, o que já existe, o que não pode dar errado. Como conferir: mande o pedido em três linhas e repare no que ela pergunta de volta. Pergunta sobre o seu problema é bom sinal. Pergunta só sobre quantidade de peças, nem tanto.
2. Prova sem depender de portfólio. Boa parte da comunicação corporativa é confidencial: deck de conselho, anúncio de reestruturação, resultado antes da divulgação. A agência que mostra o material de outro cliente sem autorização provavelmente mostraria o seu. Como conferir: peça o método por escrito e uma demonstração feita para demonstrar, identificada como tal. Se houver trabalho real a mostrar, pergunte como o cliente autorizou e em que condições ele é mostrado.
3. Quem faz e quem revisa. A proposta tem o nome de quem conduz o trabalho e de quem revisa antes da entrega? A revisão de outra pessoa pega o que quem produziu já não vê. Como conferir: peça os dois nomes por escrito e pergunte quem assume quando essa pessoa sai de férias.
4. Prazo por escrito, e prazo medido. Toda agência diz que entrega no prazo. O que separa é ter escopo, prazo e valor por escrito antes de começar, e saber quanto já entregou na data combinada. Como conferir: pergunte se existe registro de data combinada contra data de entrega, com período e método, e peça para ver.
5. Escopo com limite. A proposta diz o que fica fora, quantas rodadas de ajuste estão incluídas e o que acontece quando o conteúdo muda depois de aprovado. Sem esse limite, a diferença de preço entre duas propostas aparece depois, em aditivos. Como conferir: procure na proposta a frase sobre mudança de conteúdo depois da aprovação. Se ela não existe, pergunte.
6. De quem são os arquivos, e o que você pode fazer com eles. Receber o arquivo não é o mesmo que ter os direitos sobre ele. A Lei de Direitos Autorais diz que comprar o original ou uma cópia de uma obra não transfere, por si, os direitos patrimoniais do autor, salvo acordo entre as partes, e que a cessão desses direitos se faz por escrito. Como conferir: a proposta diz quais arquivos você recebe (abertos e editáveis, não só o PDF), que usos ficam liberados, por quanto tempo e em que meios, e o que depende de licença de terceiros, como imagem de banco, fonte e música.
7. Sigilo e dados pessoais. O acordo de confidencialidade vem antes do primeiro arquivo. E quando a agência recebe dados de pessoas, como lista de funcionários, fotos ou depoimentos, ela trata esses dados em nome da sua empresa. Na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a sua empresa é a controladora, e a agência, a operadora: ela trata os dados segundo as instruções da sua empresa e precisa de medidas de segurança para protegê-los. Como conferir: peça o acordo antes de mandar material e pergunte onde os arquivos ficam guardados, quem acessa e quando são apagados.
8. Urgência combinada antes. A reunião muda de data, a regra muda na véspera, a crise aparece no sábado. Como conferir: peça a regra por escrito: quem atende fora do horário, em quanto tempo sai a proposta, o que muda no prazo e no valor, e como a agência diz "nesse prazo não dá".
9. Medição honesta. Envio não é leitura, e clique não é compreensão. Promessa de resultado em número, feita antes de conhecer a sua operação, é palpite. Como conferir: pergunte o que a agência mede, como separa entrega, acesso, compreensão e uso, e o que ela não consegue medir.
10. O modelo de contratação que serve ao seu volume. Projeto, fee mensal com banco de horas e extensão de equipe resolvem demandas diferentes. Como conferir: repare se a agência sugere o modelo pelo seu volume e pela sua rotina, ou pelo que é mais confortável para ela.
Como comparar três propostas
Mande o mesmo pedido às três agências e ponha as respostas lado a lado. Copie a tabela, preencha e compare linha por linha antes de olhar o valor.
| O que comparar | Agência A | Agência B | Agência C |
|---|---|---|---|
| O que entra e o que fica fora | |||
| Rodadas de ajuste incluídas | |||
| Datas de cada etapa | |||
| Quem faz e quem revisa, com nome | |||
| Arquivos entregues e direitos de uso | |||
| Sigilo e cuidado com dados pessoais | |||
| Regra para urgência | |||
| Valor e o que muda o valor |
Preço só se compara quando o escopo é o mesmo. Se uma proposta sai muito mais barata, procure a linha que ela deixou em branco.
Sinais de alerta
- Promete resultado em número antes de conhecer a sua operação. Engajamento, vendas ou aprovação prometidos em número são palpite com cara de compromisso.
- Mostra material confidencial de outro cliente. Deck de conselho, campanha interna com rosto de funcionário, resultado antes da divulgação.
- A equipe não tem nome. Sem nome, não há a quem cobrar quando o arquivo some na véspera.
- Fala de prazo sem data. "Rápido" e "logo" não cabem numa reunião marcada.
- A proposta não tem limite. Sem dizer o que fica fora, a conta aparece depois.
- Entrega só PDF ou imagem. Na primeira mudança, o seu time refaz tudo ou volta a depender da agência.
- Pede material sensível antes do acordo de confidencialidade.
- Não diz o que não faz. Toda agência tem limite. A que não diz qual é o dela deixa você descobrir no meio do projeto.
O que pôr no contrato
- O escopo, os formatos e o que fica fora.
- As datas de cada etapa e o que acontece quando uma delas atrasa, de qualquer lado.
- Quem faz, quem revisa e quem substitui.
- Os arquivos entregues, os direitos de uso e as licenças de terceiros, por escrito.
- A confidencialidade, o tratamento de dados pessoais e o destino dos arquivos no fim do contrato.
- Como pedir urgência e o que ela muda.
- Como encerrar o contrato e o que a sua empresa leva quando sair.
Guias por especialidade
Quando a frente já está clara, os critérios ficam mais específicos:
- Como escolher uma agência de apresentações executivas: roteiro antes do design, dado com fonte e arquivo que o seu time edita.
- Como escolher uma agência de comunicação interna: público antes do canal, quem não tem e-mail e a versão oficial com dono.
- Como escolher uma agência de marketing jurídico: o que a agência não pode fazer pelo escritório, dentro do Provimento 205/2021.
- Como escolher uma agência de marketing médico: o que a agência não pode fazer em nome do médico, dentro da Resolução CFM 2.336/2023.
Como a BR2 responde a estes critérios
A BR2 é uma agência de comunicação corporativa de São Paulo, desde 2008. Pelos mesmos critérios:
- Prova sem portfólio. A BR2 não publica nem envia portfólio ou cases, nem anonimizados. O que dá para conferir sozinho está em como conferir a BR2. Trabalho real, só numa demonstração presencial: acontece na sua empresa e dura 45 minutos; quem conduz é Marcelo Azengo ou alguém da equipe da BR2; os trabalhos são escolhidos para o seu caso, dentro do que o contrato de cada cliente permite mostrar; nada é enviado, fotografado, gravado ou deixado em cópia.
- Método e prazo. O método diz como a BR2 trabalha e o que você pode cobrar em cada momento. Em prazos medidos, a BR2 publica a data combinada contra a data de entrega, com a procedência da conta.
- Quem faz. O modelo de parceria muda a forma de cobrar, não a revisão sênior nem o responsável nomeado.
- Arquivos. A entrega sai em arquivo aberto e editável, não só no PDF fechado.
- Sigilo. A BR2 opera sob acordo de confidencialidade em praticamente todos os projetos.
- Quando a produção começa. Em caso urgente, a produção começa com o seu ok por escrito (e-mail ou WhatsApp) ao escopo e ao prazo, e o valor fecha logo depois. Fora da urgência, nenhuma produção começa sem escopo, prazo e valor aceitos por escrito.
- Proposta em até 3 horas, 24/7, contadas do pedido claro: o que é, para quem e para quando. Como a BR2 orça mostra o que muda o valor.
- O que a BR2 não faz. Quando o assunto é jornalista, a BR2 prepara o material, e o contato com a imprensa fica com a assessoria da sua empresa.
Perguntas frequentes
Como saber se uma agência de comunicação é boa antes de contratar?
Peça provas que você confere sozinho: o método por escrito, uma demonstração identificada como demonstração, o registro de prazo cumprido e uma proposta com escopo, limite, nomes e direitos por escrito. Depois compare as respostas das agências ao mesmo pedido.
Agência grande ou agência pequena?
O tamanho importa menos do que quem vai fazer o seu trabalho. Numa agência grande, o projeto pode ficar com a equipe menos experiente; numa pequena, pode depender de uma pessoa só. Nos dois casos, pergunte quem conduz, quem revisa e quem substitui.
Preciso de uma agência para cada especialidade?
Depende de quantas frentes a sua empresa precisa ao mesmo tempo. Uma agência com várias especialidades economiza briefing e mantém a mesma linguagem; especialistas separados fazem sentido quando cada frente tem volume próprio. O que não funciona é uma especialidade fazendo o trabalho de outra.
Como comparar o preço de duas agências?
Só sobre o mesmo pedido e com o mesmo limite escrito. Preço por peça ou por hora, sozinho, não diz o que está incluído. Como a BR2 orça explica o que costuma mudar o valor de uma proposta.
O que precisa estar escrito antes de começar?
Escopo, datas, valor, quem faz e quem revisa, arquivos e direitos de uso, sigilo e cuidado com dados. Em urgência, ao menos o escopo e o prazo aceitos por escrito, com o valor logo depois.
Fontes
- Lei 9.610/1998, Lei de Direitos Autorais, artigos 37, 49 e 50: a compra do original ou de uma cópia e a cessão de direitos por escrito.
- Lei 13.709/2018, Lei Geral de Proteção de Dados, artigos 5º, 39 e 46: controlador, operador e medidas de segurança.
As duas leis foram conferidas no texto publicado pela Presidência da República em 17 de outubro de 2026. Este guia não é parecer jurídico: o contrato da sua empresa passa pelo seu jurídico.
Responsável editorial: Marcelo Azengo, sócio-fundador da BR2. Revisado em 17 de outubro de 2026.
Fale com a BR2
Quer comparar a BR2 por estes critérios? Mande o pedido em três linhas, o que é, para quem e para quando, pelo WhatsApp, pelo e-mail estrategia@agenciabr2.com.br ou pelo formulário de contato. Proposta em até 3 horas, 24/7.
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