Como escolher uma agência de comunicação corporativa
BR2 · Guia de contratação

Como escolher uma agência de comunicação corporativa

Dez critérios que dá para conferir antes de assinar: prova sem portfólio, prazo por escrito, quem faz, de quem são os arquivos e o que acontece com o que você manda.

Escolher uma agência de comunicação corporativa pelo portfólio é escolher pela parte que a agência controla. O portfólio mostra o que ela decidiu mostrar. Não mostra se ela entende o que a sua empresa precisa resolver, se cumpre a data combinada nem o que acontece com os arquivos e as informações que você entrega.

Este guia organiza a escolha em critérios que você confere antes de assinar, sem depender só da palavra da agência. Vale para comunicação interna, apresentações executivas, comunicação em áreas reguladas e material urgente. Para cada uma dessas frentes há um guia mais específico, listado no fim.

Primeiro: que tipo de agência você procura

"Agência de comunicação" é um nome largo, que cobre trabalhos diferentes. Muita contratação frustrada começa aqui: a empresa contrata uma especialidade para resolver o problema de outra.

O que você precisa Quem costuma fazer A pergunta que separa
Que a equipe entenda e aplique uma mudança, uma regra, um programa Agência de comunicação interna Como a mensagem chega a quem não tem e-mail?
Que a diretoria, o conselho ou um investidor decida Agência de apresentações e comunicação executiva Em que momento eu aprovo o argumento, antes do design?
Falar com jornalistas e aparecer na imprensa Assessoria de imprensa Quem fala com os jornalistas, e com quais veículos?
Vender um produto com campanha e mídia Agência de publicidade Quem planeja, compra e mede a mídia?
Redes sociais, anúncios e busca Agência de marketing digital O que vocês medem, e o que não conseguem medir?
Comunicar dentro das regras da OAB ou do CFM Agência de nicho regulado O que vocês não fazem por mim, por causa da norma?
Material que precisa sair em horas, à noite ou no fim de semana Agência com operação de urgência Quem atende fora do horário, e o que muda no prazo?

Muitas agências fazem mais de uma dessas coisas. A pergunta da terceira coluna mostra se aquela especialidade é rotina na casa ou improviso.

Escreva o pedido antes de procurar

A comparação só funciona se todas as agências receberem o mesmo pedido. Três respostas bastam para começar: o que é, para quem e para quando. Com elas, cada proposta responde à mesma pergunta. Sem elas, você compara três leituras diferentes do seu problema, e a proposta mais barata costuma ser a da leitura mais curta.

Dez critérios que dá para conferir

Cada critério vem com a forma de conferir. Critério que não dá para conferir é só promessa.

1. Como ela começa o seu caso. A agência que entende pergunta antes de propor: quem decide, quem vai ler, o que já existe, o que não pode dar errado. Como conferir: mande o pedido em três linhas e repare no que ela pergunta de volta. Pergunta sobre o seu problema é bom sinal. Pergunta só sobre quantidade de peças, nem tanto.

2. Prova sem depender de portfólio. Boa parte da comunicação corporativa é confidencial: deck de conselho, anúncio de reestruturação, resultado antes da divulgação. A agência que mostra o material de outro cliente sem autorização provavelmente mostraria o seu. Como conferir: peça o método por escrito e uma demonstração feita para demonstrar, identificada como tal. Se houver trabalho real a mostrar, pergunte como o cliente autorizou e em que condições ele é mostrado.

3. Quem faz e quem revisa. A proposta tem o nome de quem conduz o trabalho e de quem revisa antes da entrega? A revisão de outra pessoa pega o que quem produziu já não vê. Como conferir: peça os dois nomes por escrito e pergunte quem assume quando essa pessoa sai de férias.

4. Prazo por escrito, e prazo medido. Toda agência diz que entrega no prazo. O que separa é ter escopo, prazo e valor por escrito antes de começar, e saber quanto já entregou na data combinada. Como conferir: pergunte se existe registro de data combinada contra data de entrega, com período e método, e peça para ver.

5. Escopo com limite. A proposta diz o que fica fora, quantas rodadas de ajuste estão incluídas e o que acontece quando o conteúdo muda depois de aprovado. Sem esse limite, a diferença de preço entre duas propostas aparece depois, em aditivos. Como conferir: procure na proposta a frase sobre mudança de conteúdo depois da aprovação. Se ela não existe, pergunte.

6. De quem são os arquivos, e o que você pode fazer com eles. Receber o arquivo não é o mesmo que ter os direitos sobre ele. A Lei de Direitos Autorais diz que comprar o original ou uma cópia de uma obra não transfere, por si, os direitos patrimoniais do autor, salvo acordo entre as partes, e que a cessão desses direitos se faz por escrito. Como conferir: a proposta diz quais arquivos você recebe (abertos e editáveis, não só o PDF), que usos ficam liberados, por quanto tempo e em que meios, e o que depende de licença de terceiros, como imagem de banco, fonte e música.

7. Sigilo e dados pessoais. O acordo de confidencialidade vem antes do primeiro arquivo. E quando a agência recebe dados de pessoas, como lista de funcionários, fotos ou depoimentos, ela trata esses dados em nome da sua empresa. Na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a sua empresa é a controladora, e a agência, a operadora: ela trata os dados segundo as instruções da sua empresa e precisa de medidas de segurança para protegê-los. Como conferir: peça o acordo antes de mandar material e pergunte onde os arquivos ficam guardados, quem acessa e quando são apagados.

8. Urgência combinada antes. A reunião muda de data, a regra muda na véspera, a crise aparece no sábado. Como conferir: peça a regra por escrito: quem atende fora do horário, em quanto tempo sai a proposta, o que muda no prazo e no valor, e como a agência diz "nesse prazo não dá".

9. Medição honesta. Envio não é leitura, e clique não é compreensão. Promessa de resultado em número, feita antes de conhecer a sua operação, é palpite. Como conferir: pergunte o que a agência mede, como separa entrega, acesso, compreensão e uso, e o que ela não consegue medir.

10. O modelo de contratação que serve ao seu volume. Projeto, fee mensal com banco de horas e extensão de equipe resolvem demandas diferentes. Como conferir: repare se a agência sugere o modelo pelo seu volume e pela sua rotina, ou pelo que é mais confortável para ela.

Como comparar três propostas

Mande o mesmo pedido às três agências e ponha as respostas lado a lado. Copie a tabela, preencha e compare linha por linha antes de olhar o valor.

O que comparar Agência A Agência B Agência C
O que entra e o que fica fora
Rodadas de ajuste incluídas
Datas de cada etapa
Quem faz e quem revisa, com nome
Arquivos entregues e direitos de uso
Sigilo e cuidado com dados pessoais
Regra para urgência
Valor e o que muda o valor

Preço só se compara quando o escopo é o mesmo. Se uma proposta sai muito mais barata, procure a linha que ela deixou em branco.

Sinais de alerta

  • Promete resultado em número antes de conhecer a sua operação. Engajamento, vendas ou aprovação prometidos em número são palpite com cara de compromisso.
  • Mostra material confidencial de outro cliente. Deck de conselho, campanha interna com rosto de funcionário, resultado antes da divulgação.
  • A equipe não tem nome. Sem nome, não há a quem cobrar quando o arquivo some na véspera.
  • Fala de prazo sem data. "Rápido" e "logo" não cabem numa reunião marcada.
  • A proposta não tem limite. Sem dizer o que fica fora, a conta aparece depois.
  • Entrega só PDF ou imagem. Na primeira mudança, o seu time refaz tudo ou volta a depender da agência.
  • Pede material sensível antes do acordo de confidencialidade.
  • Não diz o que não faz. Toda agência tem limite. A que não diz qual é o dela deixa você descobrir no meio do projeto.

O que pôr no contrato

  • O escopo, os formatos e o que fica fora.
  • As datas de cada etapa e o que acontece quando uma delas atrasa, de qualquer lado.
  • Quem faz, quem revisa e quem substitui.
  • Os arquivos entregues, os direitos de uso e as licenças de terceiros, por escrito.
  • A confidencialidade, o tratamento de dados pessoais e o destino dos arquivos no fim do contrato.
  • Como pedir urgência e o que ela muda.
  • Como encerrar o contrato e o que a sua empresa leva quando sair.

Guias por especialidade

Quando a frente já está clara, os critérios ficam mais específicos:

Como a BR2 responde a estes critérios

A BR2 é uma agência de comunicação corporativa de São Paulo, desde 2008. Pelos mesmos critérios:

  • Prova sem portfólio. A BR2 não publica nem envia portfólio ou cases, nem anonimizados. O que dá para conferir sozinho está em como conferir a BR2. Trabalho real, só numa demonstração presencial: acontece na sua empresa e dura 45 minutos; quem conduz é Marcelo Azengo ou alguém da equipe da BR2; os trabalhos são escolhidos para o seu caso, dentro do que o contrato de cada cliente permite mostrar; nada é enviado, fotografado, gravado ou deixado em cópia.
  • Método e prazo. O método diz como a BR2 trabalha e o que você pode cobrar em cada momento. Em prazos medidos, a BR2 publica a data combinada contra a data de entrega, com a procedência da conta.
  • Quem faz. O modelo de parceria muda a forma de cobrar, não a revisão sênior nem o responsável nomeado.
  • Arquivos. A entrega sai em arquivo aberto e editável, não só no PDF fechado.
  • Sigilo. A BR2 opera sob acordo de confidencialidade em praticamente todos os projetos.
  • Quando a produção começa. Em caso urgente, a produção começa com o seu ok por escrito (e-mail ou WhatsApp) ao escopo e ao prazo, e o valor fecha logo depois. Fora da urgência, nenhuma produção começa sem escopo, prazo e valor aceitos por escrito.
  • Proposta em até 3 horas, 24/7, contadas do pedido claro: o que é, para quem e para quando. Como a BR2 orça mostra o que muda o valor.
  • O que a BR2 não faz. Quando o assunto é jornalista, a BR2 prepara o material, e o contato com a imprensa fica com a assessoria da sua empresa.

Perguntas frequentes

Como saber se uma agência de comunicação é boa antes de contratar?

Peça provas que você confere sozinho: o método por escrito, uma demonstração identificada como demonstração, o registro de prazo cumprido e uma proposta com escopo, limite, nomes e direitos por escrito. Depois compare as respostas das agências ao mesmo pedido.

Agência grande ou agência pequena?

O tamanho importa menos do que quem vai fazer o seu trabalho. Numa agência grande, o projeto pode ficar com a equipe menos experiente; numa pequena, pode depender de uma pessoa só. Nos dois casos, pergunte quem conduz, quem revisa e quem substitui.

Preciso de uma agência para cada especialidade?

Depende de quantas frentes a sua empresa precisa ao mesmo tempo. Uma agência com várias especialidades economiza briefing e mantém a mesma linguagem; especialistas separados fazem sentido quando cada frente tem volume próprio. O que não funciona é uma especialidade fazendo o trabalho de outra.

Como comparar o preço de duas agências?

Só sobre o mesmo pedido e com o mesmo limite escrito. Preço por peça ou por hora, sozinho, não diz o que está incluído. Como a BR2 orça explica o que costuma mudar o valor de uma proposta.

O que precisa estar escrito antes de começar?

Escopo, datas, valor, quem faz e quem revisa, arquivos e direitos de uso, sigilo e cuidado com dados. Em urgência, ao menos o escopo e o prazo aceitos por escrito, com o valor logo depois.

Fontes

As duas leis foram conferidas no texto publicado pela Presidência da República em 17 de outubro de 2026. Este guia não é parecer jurídico: o contrato da sua empresa passa pelo seu jurídico.

Responsável editorial: Marcelo Azengo, sócio-fundador da BR2. Revisado em 17 de outubro de 2026.

Fale com a BR2

Quer comparar a BR2 por estes critérios? Mande o pedido em três linhas, o que é, para quem e para quando, pelo WhatsApp, pelo e-mail estrategia@agenciabr2.com.br ou pelo formulário de contato. Proposta em até 3 horas, 24/7.

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Método, prazos medidos, arquivo aberto e demonstração presencial na sua empresa. Mande o pedido em três linhas: o que é, para quem e para quando.

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