Como escolher uma agência de marketing médico
BR2\MED · Guia de contratação

Como escolher uma agência de marketing médico

A agência certa conhece a Resolução CFM 2.336/2023 e deixa a decisão com o médico. Oito critérios para conferir, o que ela não pode fazer em seu nome e os sinais de alerta.

Contratar marketing médico é dividir o trabalho, não a responsabilidade. A agência escreve, organiza e publica. Quem responde pela peça é o médico; na clínica, também a instituição e o responsável técnico. Por isso a escolha não é só de criação: é de quem conhece a Resolução CFM 2.336/2023 e sabe onde ela para.

Este guia organiza a escolha em critérios que dá para conferir antes de assinar, compara os modelos de contratação e traz o checklist do que nenhuma agência pode fazer em nome do médico ou da clínica.

Antes de procurar: escreva o pedido em três linhas

A comparação só funciona se todas as agências receberem o mesmo pedido. Antes do primeiro contato, escreva três linhas:

  • Quem fala. O médico, a clínica ou a marca de saúde. Cada um tem regra e responsável próprios.
  • Para quem. O paciente que pesquisa antes da consulta, quem já é paciente ou outros médicos.
  • O que precisa existir. Site, conteúdo educativo, perfil, material para pacientes.

Com isso, cada proposta responde à mesma pergunta. Sem isso, você compara pacotes de posts.

Oito critérios que dá para conferir

Critério bom é o que você confere sem depender da palavra de ninguém. Cada um vem com a forma de conferir.

1. Conhece a norma e mostra por escrito. A agência separa conteúdo educativo de publicidade vedada antes de escrever. Como conferir: peça o material que ela usa para isso. Um mapa escrito do que pode e do que não pode vale mais que a frase “seguimos o CFM”.

2. Deixa a decisão com o médico. A agência aponta o risco de cada peça; a decisão de publicar é de quem responde pelo registro. Como conferir: a proposta diz quem aprova cada peça antes de ir ao ar?

3. Confere o RQE antes de escrever especialidade. Especialidade só se divulga com registro no conselho. Como conferir: repare se a agência pergunta pelo RQE antes de escrever o nome da especialidade na bio, no site ou no anúncio.

4. Regra para imagem de paciente. Imagem de paciente não é vitrine, nem com autorização. Como conferir: pergunte o que a agência faria com uma foto de resultado que o paciente autorizou. A resposta certa começa pela finalidade educativa, pelas condições da norma e pelo consentimento, não pelo layout.

5. Conteúdo educativo com fonte. Explicar a condição é diferente de vender o procedimento. Como conferir: peça um texto de exemplo e veja se ele informa sem diagnosticar e sem convidar ao procedimento.

6. Dado de paciente sob a LGPD. Dado de saúde é dado pessoal sensível, com proteção reforçada. Como conferir: pergunte como a agência registra o consentimento e onde guarda imagem e informação de paciente.

7. Clínica com responsável técnico nas peças. A clínica responde também como instituição. Como conferir: nas peças da clínica, a agência sabe onde entra a identificação do responsável técnico?

8. Proposta com limite escrito. Escopo, formatos, prazo, rodadas de ajuste e o que fica fora. Como conferir: a proposta diz o que acontece quando o médico veta uma peça?

Modelos de contratação: qual serve à sua demanda

Antes de escolher a agência, escolha o formato. O mesmo fornecedor pode ser a escolha certa num modelo e a errada em outro.

Modelo Serve quando Cuidado com
Agência de marketing digital generalista O médico ou a clínica já tem quem filtre cada peça pela norma A régua de varejo: “promoção”, urgência e imagem de resultado
Agência com foco em saúde O médico ou a clínica quer conteúdo, site e presença com a fronteira da norma escrita Confirmar que a decisão de publicar continua com o médico
Social media autônomo Falta execução de rede social, e a estratégia já existe Revisão independente, cobertura de ausência e regra para imagem
Equipe interna da clínica A clínica publica toda semana e pode formar gente na norma Formação contínua: recepção e equipe também publicam
Diagnóstico e guia de linguagem A equipe quer publicar sozinha, com a fronteira desenhada A revisão de cada peça fica com o médico e a equipe

Os formatos convivem. Um diagnóstico com guia de linguagem pode vir antes de qualquer um dos outros.

O que a agência não pode fazer por você: o checklist da Resolução CFM 2.336/2023

Nenhum contrato transfere a responsabilidade pela publicidade médica. Use esta lista para conferir a agência antes de assinar e durante o contrato. Se ela se oferecer para fazer qualquer item abaixo, a conversa termina ali.

  1. Prometer resultado de tratamento ou cura: “resultado garantido”, “sem risco”.
  2. Usar imagem de paciente como vitrine de resultado, mesmo com autorização. O “antes e depois” só cabe com finalidade educativa e nas condições da norma.
  3. Publicar depoimento com adjetivo de superioridade ou que sugira resultado.
  4. Criar urgência para agendar: “últimas vagas”, “agende já”.
  5. Vincular consulta ou procedimento a “brinde”, prêmio, “sorteio” ou venda casada.
  6. Chamar o médico de “o melhor” ou de “referência nacional”.
  7. Anunciar “técnica exclusiva” ou método sem reconhecimento do CFM.
  8. Divulgar especialidade sem RQE registrado.
  9. Publicar dado, imagem ou história de paciente sem consentimento específico, informado e registrado.
  10. Assinar pela conformidade. A agência aponta o risco; a decisão de publicar é do médico responsável.

Este checklist resume o que a Resolução CFM 2.336/2023 trata como publicidade vedada, na leitura do guia prático da Resolução CFM 2.336/2023. O texto oficial está no site do CFM. Antes de publicar, o verificador de conformidade faz uma primeira leitura automática do texto, sem cadastro.

As perguntas para fazer na primeira conversa

Leve estas perguntas para a primeira reunião. A forma da resposta importa tanto quanto o conteúdo: quem responde com exemplo concreto já fez aquilo antes.

  1. Como vocês separam conteúdo educativo de publicidade vedada? Posso ver o material que vocês usam?
  2. Quem aprova cada peça antes de publicar, e em quanto tempo?
  3. Vocês conferem o RQE antes de escrever a especialidade?
  4. O que vocês fazem com uma foto de resultado que o paciente autorizou?
  5. Como vocês registram o consentimento e onde guardam imagem de paciente?
  6. De onde vem a informação clínica dos textos, e quem confere?
  7. Qual é a regra para responder comentário e mensagem de paciente?
  8. O que vocês medem, e o que vocês não prometem?

Sinais de alerta

  • Promete agenda cheia ou número de pacientes. Nenhuma agência controla a decisão do paciente.
  • Mostra o “antes e depois” de pacientes de outro médico como portfólio. Vai fazer o mesmo com os seus.
  • Propõe campanha de preço ou de urgência para agendar. Valor, quando informado, vai com sobriedade e sem condição atrelada.
  • Escreve especialidade sem perguntar pelo RQE. O risco fica com o seu registro.
  • Quer publicar sem a sua aprovação. A responsabilidade continua sua.
  • Usa a mesma régua de qualquer varejo. Saúde tem norma própria, e a agência precisa conhecê-la.

Como a BR2 responde a estes critérios

A BR2 MED faz comunicação em saúde para médicos, clínicas e marcas: conteúdo educativo, presença institucional e material para pacientes. Pelos mesmos critérios:

  • A norma no briefing. A Resolução CFM 2.336/2023 entra no briefing, e nada promete resultado.
  • A decisão é do médico. A decisão de publicar é sempre do médico responsável, e a checagem final de conformidade continua com quem assina.
  • Conteúdo com fonte. O conteúdo científico e educativo da BR2 MED sai com fonte primária e revisão técnica, e informa sem diagnosticar.
  • Uma primeira leitura gratuita. O verificador de conformidade tem um regime dedicado às normas de saúde: aponta trechos de risco num texto, sem cadastro, e o texto não sai do navegador.
  • Prazo publicado. Em prazos medidos, a BR2 mostra a data combinada contra a data de entrega, com a procedência da conta.
  • Proposta em até 3 horas, 24/7. O prazo conta do pedido claro: o que é, para quem e para quando. A proposta traz escopo, prazo e valor, e como a BR2 orça mostra o que muda o investimento.

Perguntas frequentes

Qual a melhor agência de marketing médico?

A que passa nos critérios deste guia com prova na mão: conhece a Resolução CFM 2.336/2023 e mostra isso por escrito, deixa a decisão com o médico, confere o RQE e tem regra clara para imagem de paciente. Peça essas provas a cada agência da sua lista e compare.

Médico pode contratar agência de marketing?

Pode. A Resolução CFM 2.336/2023 regula a publicidade médica, não a proíbe. A responsabilidade pela peça continua com o médico, e por isso a aprovação de cada publicação precisa ficar com ele.

A agência pode usar foto de paciente?

Só com consentimento específico, informado e registrado, e nunca como vitrine de resultado. A imagem com finalidade educativa segue condições próprias da norma. Na dúvida, consulte a comissão de divulgação de assuntos médicos do seu conselho regional.

Quanto custa contratar uma agência de marketing médico?

Depende do escopo: canais, volume de conteúdo, site, material para pacientes, revisão e prazo. Compare propostas feitas sobre o mesmo pedido, com o mesmo limite escrito. Preço sozinho não diz o que está incluído.

Clínica e médico seguem a mesma regra?

Seguem a mesma lógica. A clínica responde também como instituição e precisa do responsável técnico identificado nas peças. O que é vedado ao médico não fica permitido por sair no perfil da clínica.

Pedir proposta à BR2 MED: conte quem fala, para quem e o que precisa existir.

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Este texto é material informativo sobre comunicação e não constitui orientação médica ou jurídica. Em caso de dúvida sobre um caso concreto, consulte a comissão de divulgação de assuntos médicos do seu conselho regional.

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